Salão Verde traz a mobilização de cientistas e gestores públicos diante do alerta de El Niño. Trata-se de fenômeno natural e periódico marcado pelo aquecimento da água superficial do Oceano Pacífico na região do Equador. Porém, seus efeitos se intensificam diante das mudanças climáticas. Ainda há dúvidas quanto à intensidade do próximo fenômeno, mas há tendência de El Niño moderado a forte. O último deles, entre 2023 e 2024, esteve associado à tragédia de enchentes no Rio Grande do Sul, à seca histórica na Amazônia e ao recorde de ondas de calor no Sudeste. Também ajudou a fazer de 2024 o ano mais quente da história. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e a Defesa Civil monitoram a situação sem alarmismo e com informações fundamentais para minimizar perdas e danos. O tema foi debatido em recente audiência no Senado. Foto: ilustração dos efeitos de El Niño no Brasil (governo federal)
Pontos de vista nesta edição: José Marengo (CEMADEN), Mozar Salvador (INMET), Tiago Schnorr (Defesa Civil), Ima Vieira (Inst. Emílio Goeldi), Márcia Barbosa e Flávio Kapczinski (UFRGS), senador Astronauta Marcos Pontes e deputados Nilto Tatto (PT-SP).
Música: “El niño que vino del mar”, de Rubén Zepeda, com Malú.
Produção: Lucélia Cristina e Cristiane Baker
Apresentação e pesquisa: José Carlos Oliveira